“Mesmo quem já recebeu a vacina antiga contra o herpes-zóster pode — e deve — considerar a nova versão, que oferece uma proteção mais eficaz e duradoura”, explicou o pediatra e diretor técnico da CdVac, Paulo Falanghe.
A dúvida é comum e tem ganhado espaço nos consultórios: afinal, quem já se vacinou no passado precisa se vacinar novamente? A resposta, segundo o especialista, está diretamente ligada aos avanços da medicina.
O herpes-zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, é causado pela reativação do vírus da catapora no organismo — algo mais frequente com o avanço da idade ou em situações de baixa imunidade. Além das lesões na pele, a doença pode provocar dor intensa e complicações que impactam significativamente a qualidade de vida.
Nos últimos anos, uma nova vacina foi incorporada ao mercado, trazendo um salto importante em eficácia. “A vacina mais recente apresenta índices de proteção superiores a 90%, além de manter essa proteção por mais tempo. Isso muda completamente o cenário da prevenção”, destacou Falanghe.
De acordo com ele, mesmo pessoas que já receberam a vacina anterior podem se beneficiar da nova tecnologia. “A recomendação atual é que essas pessoas também façam a nova vacina, respeitando a orientação médica. É uma forma de reforçar e ampliar a proteção”, completou. Isto se faz necessário pois já há estudos mostrando que a imunização pela antiga vacina, que era de vírus vivo, tem uma queda acentuada de anticorpos após 4 anos da aplicação da vacina. Já a nova vacina feita com nova tecnologia e não sendo de vírus vivo, proporciona uma resposta de imunização mais robusta e duradoura.
Outro ponto importante é a ampliação do público-alvo. A vacinação é indicada, principalmente, para pessoas acima dos 50 anos, mas também pode ser recomendada para adultos mais jovens com condições específicas de saúde.
Na CdVac, o cuidado com a prevenção caminha lado a lado com a informação de qualidade. “Nosso papel é orientar com responsabilidade e atualizar constantemente nossos pacientes sobre as melhores formas de proteção disponíveis”, reforçou o diretor técnico.
A reflexão que fica é simples, mas essencial: estar vacinado no passado não significa estar protegido hoje da melhor forma possível. Em tempos de evolução constante da medicina, revisitar a própria carteira de vacinação é um gesto de cuidado — com você e com a sua saúde.